Mulher branca fazendo exame de imagem nos seios edeitada.
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A descoberta do câncer de mama pode ser muito assustadora, principalmente para mulheres que não adquiriram tantas informações sobre a doença em um período saudável de suas vidas. São momentos que podem

desencadear sentimentos de culpa, revolta e até conformismo, antes mesmo de tomarem conhecimento de qual é a complexidade real da doença e como tratá-la.

Foto choja / Canva

O fato é que, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer, quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem 90% de taxa de cura e, após o enfrentamento à doença, as mulheres afetadas continuam suas vidas com qualidade e vigor. Por isso, se você enfrenta o câncer de mama ou está apoiando alguém, mantenha o otimismo e lembre-se de que cada processo é pessoal e individual.

Por fim, antes de iniciar o tema deste conteúdo, é importante salientar também que existem inúmeras particularidades no tratamento e enfrentamento do câncer de mama que não podem ser previstas sem checagem adequada. Por isso, esteja sempre atenta às orientações médicas.

Tipos de tratamento

O tratamento para o câncer de mama varia de acordo com o estágio da doença, (também chamado de estadiamento) e leva em conta também as particularidades da paciente, como idade, status menopausal, comorbidades e preferências. Por isso, estabeleça uma relação de diálogo com o médico e esclareça quais são os benefícios e efeitos colaterais envolvidos em cada tipo de tratamento.

Os tipos de tratamento são diferenciados da seguinte forma:

  1. Tratamento local: cirurgia e radioterapia

A cirurgia, que também possui ramificações, é indicada para retirada do tumor primário e, se for necessário, dos linfonodos axilares. As particularidades da doença que irão determinar o tipo de cirurgia a ser realizada para a retirada do tumor. Ela pode variar entre mastectomia parcial (que remove as partes da mama afetadas pela doença) ou a mastectomia radical modificada (retirada de toda a mama e dos linfonodos axilares). Nesse caso, se a mulher desejar, é possível reconstruir a mama.

Segundo a FEMAMA, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, a cirurgia é o padrão de tratamento e sua indicação só é questionável na presença de metástases. Além disso, se necessário, ela também pode ser associada a outros tratamentos pré ou pós-operatórios.

A radioterapia é o segundo tipo de tratamento possível no grupo dos tratamentos locais. Geralmente, é indicada como complemento à cirurgia Durante a sessão, que dura poucos minutos, é aplicado um raio ionizante diretamente no local onde o tumor estava, a fim de eliminar ou impedir a propagação das células cancerígenas.

  1. Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia alvo
Foto Travelsouls / Canva

A quimioterapia é a aplicação de medicamentos por via intravenosa ou oral com a função de impedir o crescimento das células cancerígenas. Pode ser indicada como prevenção ao reaparecimento da doença após sua cura ou como complemento à cirurgia.

A hormonioterapia ou terapia endócrina é indicada para casos de câncer de mama que são estimulados por hormônios sexuais femininos. Esse tratamento consiste em impedir a atuação dos hormônios e pode ser realizado de diversas formas, desde a retirada dos ovários (em mulheres na fase pré-menopausa) até a administração de medicações orais ou injetáveis.

A terapia-alvo é uma alternativa recente que, em comparação com as demais, possui menos efeitos colaterais, porque age especificamente na proteína que atinge as células cancerígenas, causando danos menores às células saudáveis. Para iniciar esse tratamento, o médico deve identificar os tipos de proteínas que as células doentes apresentam, suas mutações, extensões e se apresentam o receptor HER2 e outros receptores hormonais.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre os tipos de tratamento para o câncer de mama, converse melhor o médico e veja os caminhos indicados pro seu caso ou da pessoa que está acompanhando.

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