Principais tipos de câncer de mama

Células cancerígenas aumentadas em microscópio.
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Existe diversas tipificações e classificações de câncer de mama e, consequentemente, formas diferentes de tratamento. Essa diferenciação é determinada pelo tipo de célula mamária afetada pela doença, podendo ser

as células epiteliais, as células de um ducto mamário ou as glândulas produtoras de leite (lóbulos). Além da diferenciação pelo tipo de célula afetada, existe também a diferenciação pelo grau de disseminação, podendo ser in situ, quando afeta um lugar delimitado ou invasivo e quando se expande para outros tecidos. Além desses, há também outros tipos mais raros, como os que afetam as células epiteliais (da pele) e o mamilo.

Geralmente, essas especificações são identificadas através dos exames de ressonância magnética, biópsia e FISH (teste genético que pode ser feito após a biópsia), devendo ser avaliados juntamente com um médico especialista que saberá te informar com detalhes tudo que você precisa saber para o tratamento. Lembre-se sempre de que manter a autoconfiança é um mecanismo importantíssimo para a evolução do tratamento.

Para te ajudar nesse entendimento, vamos enumerar os tipos mais comuns de câncer de mama, levando em conta as informações disponibilizadas pela comunidade nacional referência no assunto, o INCA – Instituto Nacional de Câncer e o Instituto Oncoguia.

Carcinoma ductal e Carcinoma lobular: qual a diferença?

O mais comum entre os câncer de mama, o carcinoma ductal in situ ou carcinoma ductal invasivo, afeta o ducto de leite. Quando acompanhado da nomenclatura in situ é considerado não invasivo, com uma taxa de cura de 98%, se detectado a tempo. Com um histórico prolongado, ou seja, quando a descoberta é mais tardia, pode evoluir para o carcinoma ductal invasivo, possuindo chance de cura menor e necessidade de um tratamento mais complexo, devido à invasão da parede do duto de leite pelas células cancerígenas.

No caso do carcinoma ductal in situ, ou seja, não invasivo, não é necessário realizar radioterapia, pois a mastectomia costuma proporcionar uma alta taxa de cura. Nos casos em que apenas um setor da mama é retirado, a radioterapia pode ser indicada. Já no caso do carcinoma ductal invasivo, o tratamento pode combinar a mastectomia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal com modulador do receptor de estrógeno.

O segundo mais comum é o carcinoma lobular in situ. Muitos profissionais não costumam usar essa nomenclatura, dando preferência ao termo Neoplasia Lobular, pois consideram que esse tipo é apenas uma proliferação celular atípica dentro dos lóbulos mamários que produzem o leite, podendo evoluir ou não para um estágio mais grave (carcinoma lobular invasivo). Seguindo a mesma lógica supracitada, quando é in situ não atinge os tecidos adjacentes, mas se não monitorado pode evoluir para o carcinoma lobular invasivo e atingir outros tecidos.

O carcinoma lobular in situ ou neoplasia lobular não requer cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, geralmente é realizada uma biópsia com cirurgia para aprofundamento do diagnóstico. Nesse caso, o monitoramento deve ser mais rigoroso, com exame clínico e mamografias anuais associadas ou não com ressonância magnética. Também podem ser tomadas medidas profiláticas, como uso de medicamentos (quimioprofilaxia) ou até mastectomia profilática. Para o carcinoma lobular invasivo o tratamento é o mesmo utilizado para o ductal invasivo.

Outros tipos menos comuns:

Além dos carcinomas citados acima, existem outros tipos menos comuns que afetam outros tipos de células mamárias. Veja quais são eles:

  • Doença de Paget, representa de 1 a 3% dos casos de câncer de mama, ou seja, é bem rara. Começa nos ductos mamários e se dissemina para o mamilo e a aréola.
  • Angiossarcoma, representa menos de 1% dos cânceres de mama. Começa afetando as células que revestem os vasos sanguíneos ou linfáticos e pode envolver o tecido mamário ou a pele da mama.
  • Tumor Filoide, muito raro, se desenvolve no tecido conjuntivo (estroma), em contraste com os carcinomas, que se desenvolvem nos ductos ou lóbulos.

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1 Comentário
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Carol

Excelente explicação!