Mitos e verdades sobre o implante de silicone

Mulher segura o implante mamário de silicone na mão
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Ao longo de 2021, os explantes de silicone ganharam espaço na mídia, principalmente por relatos públicos de mulheres famosas. Entre as inúmeras personalidades, o relato da

ex-BBB Amanda Djehdian foi o que mais causou impacto, levando ao surgimento do nome doença do silicone. Ainda sem comprovação científica, os casos são acompanhados pela Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP). Mesmo sendo algo não comprovado pela medicina, os fatos chamam a atenção, principalmente porque a mastoplastia com implante de silicone nos seios é a segunda cirurgia plástica mais realizada no Brasil, segundo a SBCP.

A ASIA – Síndrome Autoimune Induzida por Adjuvantes ou doença do silicone, como ficou conhecida, é uma doença autoimune, ou seja, são reações em que o sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis. Entre os sintomas da ASIA estão as dores musculares, articulares, perda de memória e fadiga. As doenças autoimunes têm causas variadas e podem surgir não só em caso de cirurgias plásticas, mas em qualquer tipo de implante, como marca-passo, válvulas cardíacas, entre outros. A ASIA também pode surgir quando não há qualquer tipo de implante. Simplesmente o sistema imunológico começa a funcionar de modo inesperado, atacando o próprio organismo. Não há um exame laboratorial que possa comprovar a relação da doença com o silicone especificamente. Por isso, ainda há discordâncias entre a comunidade médica a respeito disso.

Doença do silicone

Nem mito, nem verdade

Apesar da falta de consenso, a síndrome tem sido alvo de diversas pesquisas que buscam comprovar essa relação. Uma publicação da Revista Reumato, de novembro de 2020, revisou os estudos sobre a questão e constatou que a literatura médica demonstra que após o explante em bloco a melhora dos sintomas sistêmicos ocorrem entre 50% a 100% das pacientes, atestando a relação entre as próteses de silicone e a ASIA.

Mesmo assim, por estar em fase de investigação, a ASIA é uma questão que não se enquadra nem em mito, nem em verdade, por isso começamos por ela, mas existem outras crenças que já podem ser enquadradas em algum deles, conheça quais são elas:

Implantes de silicone

Aumentam o risco de câncer de mama?

Não há relação entre implantes de silicone e aumento na frequência de câncer de mama. A prótese é utilizada para aumentar os seios, corrigir assimetrias e melhorar o contorno da mama, por exemplo. Não há influência nas glândulas mamárias, que é o que possibilita o desenvolvimento de câncer.

Ele pode se romper ou sair do lugar? Sim, é possível que isso aconteça como resposta a algum fator externo, como um pós-operatório conturbado, um trauma mecânico ou um implante de baixa qualidade.

Mulheres com próteses mamárias

Podem fazer mamografia?

Podem e com segurança! Não existe risco de ruptura das próteses e, como supracitado, elas não alteram as glândulas mamárias. Logo, o monitoramento deve ser feito normalmente a fim de detectar precocemente alguma irregularidade.

  • O silicone atrapalha a amamentação?

É possível fazer o implante abaixo do músculo, impedindo que algo afete as glândulas responsáveis pela produção do leite materno.

  • O silicone tem validade?

A troca só é necessária se houver alguma complicação com a prótese, como a contratura capsular, ruptura ou desejo da paciente. Existem validades, mas de longo prazo e que devem ser acompanhadas de perto por um especialista.

Outras dúvidas devem ser esclarecidas com o auxílio de um profissional de saúde especializado e imparcial, que priorize a saúde física ao invés do simples bem estar estético.

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