Homens também podem ter câncer de mama

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Apesar da diferença quantitativa, representando somente 1% do total de casos de câncer de mama (dados do Instituto Nacional de Câncer), os homens também podem desenvolver a doença. Isso porque,

assim como a mama feminina, a masculina possui glândulas mamárias, ressalvo que nos homens o nível do hormônio responsável pelo crescimento da glândula é pequeno.

É por causa dessa característica (nível baixo de estrogênio) que a incidência da doença é menor. Para ser mais específico, dados do INCA estimam que 200 homens morrem de câncer de mama no Brasil a cada ano, comparado a 14 mil mulheres. No entanto, apesar da falta de estimativas para o câncer de mama em homens, é consenso entre os profissionais da saúde que essas exceções têm quadros mais graves e taxas de sobrevida menores.

Um dos fatores agravantes é o tamanho do tecido mamário, que acaba facilitando o alojamento e disseminação da doença para outros órgãos, como pele e músculos. Além da falta de conscientização popular, que possibilita que boa parte das pessoas, principalmente os homens, passem a vida inteira sem conhecimento sobre esse fato.

Fatores e hábitos agravantes

O fator principal para que homens desenvolvam a doença é a predisposição genética, com histórico familiar positivo para cânceres causados por uma mutação no gene BRCA, como o câncer de mama, câncer de ovário, câncer de pâncreas e/ou câncer de próstata. Em seguida, os maus hábitos como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e má alimentação também contribuem para o desenvolvimento da doença.

Assim como na maioria das mulheres fora do grupo de risco, o aparecimento do câncer de mama em homens com o mesmo histórico costuma ocorrer tardiamente, mas com a popularização da cultura do corpo ideal e, consequentemente, do uso contínuo de hormônios e esteroides para auxiliar na realização de exercícios físicos, a faixa etária dos pacientes acometidos têm diminuído. O que é preocupante.

Por fim, como publicado pelo Instituto Oncoguia, a síndrome de Klinefelter, (uma condição congênita que afeta 0,1% dos homens e faz com que eles tenham baixos níveis de andrógenos e aumentados de estrogênios) também representa um fator de risco, aumentando a incidência em até 60 vezes mais do que um homem sem a doença.

Principais sintomas
Fique atento aos sinais do corpo, qualquer caroço na região das mamas representa um risco e precisa ser verificado o mais rápido possível, a chance de cura pode estar na detecção e diagnóstico precoce da doença, por isso, não adie.

Os sintomas mais recorrentes são:
– Protuberância ou inchaço indolor.
– Pele ondulada ou enrugada.
– Retração do mamilo.
– Vermelhidão ou descamação da pele da mama ou do mamilo.
– Inchaço nos linfonodos axilares.

O diagnóstico acontece a partir da primeira consulta, onde o mastologista vai apurar o histórico clínico completo, informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, outros exames físicos da mama e axilas. Em seguida, serão solicitados exames laboratoriais, de imagem e biópsias.

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