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O estadiamento do câncer é um método para quantificar a doença. Ele é fundamental para revelar informações sobre o câncer e sobre o estado de saúde do paciente, permitindo a mensuração da taxa de sobrevida e, em alguns casos, possibilita suposições sobre o deslocamento da doença. Além disso,

o estadiamento contribui para o avanço das pesquisas científicas que, através dessa classificação, conseguem identificar padrões comportamentais que levam à unificação de tratamentos e podem viabilizar o desenvolvimento de novos medicamentos e métodos.

A taxa de sobrevida ou prognóstico varia de acordo com o comportamento da doença, levando em conta a velocidade de evolução e a quantidade de órgãos afetados. Embora o histórico do paciente seja particular, cânceres com o mesmo estadiamento tendem a ter prognósticos semelhantes.

Por revelar informações como as supracitadas, essa classificação é fundamental no direcionamento para o tratamento adequado. De modo geral, para tipos de câncer que apresentam grande velocidade de crescimento, serão aplicadas uma variedade maior de tratamentos. Em situações contrárias, de baixa velocidade de crescimento, serão aplicadas terapias mais pontuais.

O estadiamento pode ser clínico ou patológico, entenda essa diferenciação:

• O estadiamento clínico é estabelecido a partir dos dados de exame físico (palpação das mamas, palpação das axilas, exame dos linfonodos do pescoço, por exemplo) e dos exames complementares (mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética, entre outros).

• O estadiamento patológico se baseia nas informações obtidas através de cirurgias e exames anatomopatológicos (exames de células e tecidos). Por isso, também pode ser denominado estadiamento cirúrgico. Como parte de um procedimento cirúrgico, as informações obtidas através deste são mais precisas, possibilitando previsões mais assertivas.

Sistemas de estadiamento

Pode variar de acordo com a preferência do profissional da saúde, do tipo de câncer e cada sistema de estagiamento leva a um tratamento diferente. O mais utilizado em casos de câncer de mama é o sistema TNM, reconhecido pela American Joint Committee on Cancer (AJCC), pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) e atualizado a cada oito anos, como colocado pelo Instituto Oncoguia.

Nessa classificação, cada letra da sigla TNM faz menção a um tipo de câncer: o T significa tamanho, o N linfonodos e a letra M metástases. Elas também possuem variações que especificam as informações sobre a doença e podem ser combinadas. Por exemplo, T3N2M0.

O TNM possui um sistema com referências para quantificar a evolução do câncer:

  • Tumor primário (T)
    T1. O tumor tem até 2 cm de diâmetro.
    T2. O tumor tem entre 2 cm e 5 cm de diâmetro.
    T3. O tumor tem mais de 5 cm de diâmetro.
    T4 O tumor tem qualquer tamanho e invadiu o tórax ou a pele.
  • Linfonodos regionais (N)
    N0. Os linfonodos próximos estão livres.
    N1. O tumor se disseminou para 1 ou 3 linfonodos axilares e/ou linfonodos mamários internos.
    N2. O tumor se disseminou para 4 ou 9 linfonodos axilares ou para os linfonodos mamários internos.
    N3. O tumor se disseminou para 10 ou mais linfonodos axilares; ou, o tumor se disseminou para os linfonodos infraclaviculares ou claviculares
  • Metástase à distância (M)
    M1. Metástases à distância.

Não é recomendado que o paciente tente definir o estágio da doença por conta própria, afinal, não é o momento para sofrer com interpretações errôneas ou exageradas. É comum isso ocorrer, já que o sistema é direcionado aos profissionais da oncologia e possui certa complexidade.

Para isso, conte com seu médico e não abra mão dessa relação de confiança. Certamente, a avaliação das informações serão assertivas e suas dúvidas serão sanadas. Ainda nesse sentido, é importante ressaltar também que existem inúmeras particularidades que não podem ser previstas ou classificadas. Por isso, é imprescindível que o maior foco esteja no tratamento e nas evoluções que ele gera.

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