Desmistificando a relação entre menopausa e câncer de mama

Duas abóboras simulando mamas com uma seringa repleta de cápsulas coloridas simulando remédios.
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A menopausa, assim como a menarca, é um período marcante na vida das mulheres. Em ambas as fases, elas demandam adaptações e buscas por informações que auxiliem a mulher a lidar com cada nova realidade. Portanto, se durante uma pesquisa a respeito da menopausa você se deparar com uma nova preocupação, lembre-se que a menarca provavelmente lhe trouxe o mesmo cenário.

Neste artigo vamos tratar de uma das principais questões levantadas com o fim da vida reprodutiva da mulher: a menopausa é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama?

Não há evidências de que a menopausa, por si só, representa isso. O que está associado ao desenvolvimento da doença é a influência prolongada do estrogênio no organismo. Isso porque, desde a menarca, algumas mulheres sofrem influência do hormônio sexual, responsável pelo desenvolvimento dos órgãos sexuais e regular o ciclo menstrual. Esse período, que dura em média 35 anos, estimula as células mamárias, por isso, algumas mulheres costumam sentir os seios doloridos durante a menstruação e ovulação.

Em caso de menarca precoce (antes dos 12 anos) essa influência se estende ainda mais. Alguns estudos sugerem que o ciclo ovulatório regular e precoce aumenta o risco de câncer de mama, uma vez que a exposição acumulativa ao estrogênio é maior. Segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer, quanto maior for a exposição ao estrogênio (seja através do uso de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal pós-menopausa ou tempo de idade reprodutiva), maior será o risco do desenvolvimento da doença.

O fato é que, com a chegada da menopausa, a influência desse hormônio no organismo diminui drasticamente e causa diversos desconfortos, como: ondas de calor, suores noturnos, insônia, alterações de humor, secura vaginal, diminuição do desejo sexual e incontinência urinária. Nem todas as mulheres sentem os sintomas ao mesmo tempo, mas um ou outro pode surgir. Para evitar ou diminuir o impacto, muitas optam pela reposição hormonal. Essa reposição aliada a outros fatores (história reprodutiva, estilo de vida, fatores ambientais e genéticos/hereditários) pode sim representar um risco para desenvolvimento de câncer de mama. Perceba então que, o fim da idade reprodutiva em si (menopausa) não representa um fator de risco, mas se combinado a um histórico agravante, como o supracitado, pode favorecer o desenvolvimento da doença.

Seja proativa e prepare-se para ter uma menopausa mais saudável:

  • O climatério é previsível. Por isso, é importante se preparar para esse período para conseguir minimizar os sintomas e prevenir possíveis complicações causadas pela queda do estrogênio no organismo.
  • Pratique atividades físicas e invista em uma alimentação saudável. A menopausa causa perda óssea. O cálcio e a vitamina D, associados à uma rotina de exercícios fortalecedores, são essenciais para evitar a osteoporose. A exposição diária ao sol por 15 minutos, o consumo de brócolis, repolho, couve, tofu (queijo de soja), castanhas, peixes e frutos do mar, além do leite e derivados (queijo, iogurte e coalhada), devem ser diário.
  • Desenvolva bons hábitos de sono.
  • Tenha uma vida sexual saudável, estimulando a lubrificação natural e evitando a secura vaginal típica desse período. Não necessariamente alie vida sexual ativa a um(a) parceiro(a).
  • Faça todos os exames anuais recomendados pelo médico, principalmente os de check up.
  • Discuta com seu médico os prós e contras do uso da terapia de reposição hormonal.

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