Quando começar a fazer a mamografia

Foto Oksana Krasiuk / Canva
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Apesar do Ministério da Saúde recomendar que a mamografia de rastreamento seja ofertada a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos, a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) indicam o exame a partir dos 40 anos para mulheres que não tiveram casos na família e antes disso para aquelas que têm histórico familiar com a doença.

A mamografia é um exame de imagens das mamas, que são obtidas por meio de radiografia. Ele serve para identificar lesões, nódulos, assimetrias e diagnosticar precocemente o câncer de mama. A mamografia é o método mais eficaz no rastreamento precoce do câncer de mama, mas afinal, quando realizar o exame?

A divergência entre o Ministério e os especialistas acontece porque uma parcela significativa de mulheres afetadas estão fora dessa faixa etária indicada pelo governo. É o que mostra a pesquisa realizada pelo Grupo Latino-Americano de Oncologia Cooperativa em parceria com o Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama: de 2.950 mulheres que descobriram o tumor entre janeiro de 2016 e março de 2018, 43% tinham idade inferior a 50 anos no momento do diagnóstico. Elas poderiam ter iniciado o tratamento antes do agravamento do quadro se tivessem realizado o exame de acordo com a idade recomendada pelos especialistas. Segundo o INCA, esse diagnóstico mais rápido possibilita que as chances de cura sejam muito maiores, chegando a 95%.

Se a parcela de mulheres entrevistadas fosse proporcional aos casos confirmados de câncer de mama no Brasil, o número de mulheres abaixo dos 50 anos acometidas pela doença seria ainda maior. Por isso, a mamografia é recomendada a partir dos 40 anos e, caso a paciente tenha a doença no histórico familiar, deve começar a monitorar as mamas o quanto antes.

Coisas que você já deve ter ouvido falar sobre a mamografia

A radiação emitida pela mamografia é muito arriscada?
R: Como em qualquer outro exame de raio-x, o risco associado à exposição à radiação é mínimo. O exame rastreia e/ou previne, o que traz risco a saúde é o diagnóstico tardio da doença.

O exame é doloroso?
R: O exame é breve, mas algumas mulheres podem sentir um desconforto maior devido ao nervosismo ou ao período em que o exame for realizado. Nesse caso, se for possível, é recomendado realizar o exame fora do período menstrual. É importante ressaltar também que, o exame deve ser feito por um profissional atencioso, empático e cuidadoso.

Mulheres com silicone não podem fazer mamografia?
R: O silicone não prejudica o exame e o mesmo não oferece nenhum risco para a paciente ou à prótese.

Mulheres com mama densa sempre precisam de exames complementares?
R: Não é uma regra, mas os exames complementares, como ultrassom ou tomossíntese, poderão ser solicitados caso o médico avalie que a mamografia não foi efetiva.

O autoexame das mamas substitui a mamografia?
R: A mamografia pode encontrar pequenos nódulos com tamanho de 1 milímetro e até 3 anos antes de você poder senti-los. Por isso, ela deve ser feita independente do autoexame das mamas.

A mamografia pode provocar câncer na tireoide?
R: Como dito anteriormente, a radiação emitida por meio do mamógrafo é muito baixa e não compromete a saúde da paciente. Inclusive, não há obrigatoriedade do uso de protetor do pescoço, pois esse exame não prejudica a tireoide.

Não tenho câncer de mama no meu histórico familiar, preciso me preocupar mesmo assim?
R: A maioria das mulheres que têm câncer de mama (85%) não tem histórico familiar da doença. Portanto, faça o rastreamento mamográfico de qualquer maneira.

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