Três principais exames para diagnóstico de câncer de mama

Busto de uma mulher, vestida com top, com uma das mãos sobre a mama esquerda e um sinal vermelho para simbolizar dor.
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o que mais acomete as mulheres no Brasil. Em 2020, foram registrados 66.280 casos e o índice de mortalidade para esses casos foi de 26,8%, representando 17.763 mortes. Esse número poderia ser menor se a população tivesse mais incentivo para realizar a mamografia, que é a essencial para o reconhecimento de possíveis anomalias e para a tomada de decisão de iniciar o tratamento.

Apesar da campanha nacional no mês de outubro, com o Outubro Rosa, as informações a respeito do câncer de mama ainda são carregadas de tabu, isso devido a um déficit na educação sobre a saúde da mulher, que tem visibilidade no mês de Outubro, mas é esquecida no resto do ano. Outro fator que dificulta o diagnóstico precoce, é a negligência da população afetada, que, muitas vezes, ignora os sintomas a fim de retardar o enfrentamento da doença. No entanto, o diagnóstico precoce é o que garante o baixo índice de mortalidade.

Em países que implantaram programas efetivos de rastreamento, com apoio a população afetada, qualidade dos exames e tratamento adequado e acessível, a mortalidade por câncer de mama vem diminuindo, atingindo 90% de chance de cura. É o que mostra o estudo feito pela Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, São Paulo. O levantamento defende que o Brasil tem mais mortes por câncer de mama do que os EUA por falta de diagnóstico, isso porque 50,1% das mulheres diagnosticadas com a doença nos Estados Unidos encontravam-se no estágio inicial da doença, com tumores menores do que 2 centímetros e ainda não palpáveis. No Brasil, porém, os diagnósticos nesse estágio precoce ocorreram em apenas 10% dos casos. Esses dados demonstram a importância do acesso à informação de qualidade sobre as causas, sintomas e prevenção. Além do acesso à estrutura adequada para realização dos exames periódicos.

Embora o autoexame das mamas seja muito importante, podendo ser feito cotidianamente no banho, o fato da pesquisa apresentar que os tumores foram identificados ainda na fase não palpável, reforça a importância da mamografia frente a qualquer outro exame. Por isso, a partir dos 50 anos, faça a mamografia regularmente e todo ano, mesmo sem sintomas e nem sinais evidentes da doença.

Mamografia, ultrassonografia e biópsia

Existem três principais exames capazes de diagnosticar o câncer de mama, mas antes de apresentá-los, é importante diferenciar os termos detecção e diagnóstico.

Detectar é identificar anomalias, enquanto que diagnóstico é a capacidade de distinguir se são benignas ou malignas. Esclarecido isso, vamos aos três principais exames capazes de diagnosticar o câncer de mama, que são:

-A mamografia é o principal exame de diagnóstico por imagem. Isso porque ela é capaz de rastrear o câncer ainda nos primeiros estágios. Caso tenha ficado suspeitas com o resultado da mamografia, o médico pode solicitar também uma ultrassonografia.

-A ultrassonografia é eficaz na diferenciação entre nódulo sólido e cisto e é indicada para pacientes com mamas densas. Por isso, ela pode ser empregada como um procedimento suplementar. A ressonância magnética também pode ser empregada como método complementar à mamografia.

-A biópsia é feita a partir de uma amostra de tecido ou célula da mama afetada. Através dela o médico conseguirá categorizar se o tumor é maligno ou benigno.

Está difícil procurar ajuda sozinha? Busque sua rede de apoio. Como ainda existe muito tabu por trás do rastreamento, diagnóstico e tratamento do câncer de mama, é fundamental recorrer às pessoas que mais confia para te darem apoio e estarem ao seu lado, sem medo de causar um “alerta falso” ou algo do tipo. Se não for identificada nenhuma anomalia, que bom! Mas se for, existem profissionais capacitados para te ajudar em cada etapa em direção ao tratamento e cura. Amigos, familiares e grupos de apoio especializados podem deixar o diagnóstico e tratamento muito mais leve e rápido.

Lembre-se, você não precisa enfrentar a doença sozinha!

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